Somos um scanlator que traduz e edita os mangás sem nenhum fim lucrativo.


Você não está conectado. Conecte-se ou registre-se

 » CANTINHO CRIATIVO DO MOW » Contos e Fanfics » 

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo  Mensagem [Página 1 de 1]

1 [One-short]Say Something em Sab Nov 29, 2014 12:34 pm

Kime


Lvl 1
Lvl 1


1:
Essa fanfic eu fiz para um outro jogo (Esse Aqui) e resolvi postá-lo aqui. não autorizo que copiem para postar em qualquer outro fórum, pois isto é plagio. Apenas aproveitem, ok?

Presente:


Sinopse:

"Sabia que iria te encontrar aqui."
Todo esse tempo na Austrália, apenas observando o mar, desenhando e surfando com a pessoa que gosta.Isso era o que deixava Katyin feliz e se pudesse, só faria isso, mas nunca se sabe o que o futuro nos reserva.
 O surf pode demostrar várias coisas. Coisas que até você não sabia sobre si mesmo.
 Então... Quer surfar comigo?

Personagem:




Capítulo Único:
-Olha aquela! – ele fala apontando para a onda no mar.
 A onda era enorme e ela parecia vir com certa velocidade. Quando ela “morrer”, a forma como a espuma chegava à areia... Tudo era muito lindo.
-Oh! – exclamamos admirados.
 Olhamos um para o outro e sorrimos.
 Se naquela época eu soubesse que mais na frente que nada seria tão simples assim e que tudo iria mudar, quem sabe, tudo fosse diferente do que é agora.
-Olha aquela outra.
 9 anos se passaram desde aquela época, muitas coisas mudaram desde então, mas, também, existe aquelas que permaneceram, como por exemplo: a minha admiração pelo mar, a forma que o observo e a minha amizade com o Dake.
 Meu nome é Katyin Crowe, tenho 17 anos, longos cabelos pretos e olhos cinza. Não na Austrália, mas a considero como sendo a minha nacionalidade, já que fui criada aqui e por ter passado mais tempo aqui do que onde realmente nasci.
 Conheço o Dake a... Bem. Desde sempre. Só lembro de sempre brincar com ele e ele está em todas as minhas melhores lembranças. Ele é um grande amigo, mas...
-Olá. Você vem sempre por aqui? – ele pergunta assim que encontra uma garota bonita.
 Ele é um grande mulherengo. Sempre que conhece uma garota, já dá em cima dela, se não der certo, ele vai para outra, a duração máxima de namoro que ele teve foi 1 mês (isso porque a garota esteve viajando por 2 semanas e eu sempre o lembrava dela), só que... o pior é que eu realmente gosto dele, mas ele só me vê como uma irmã mais nova (mesmo que seja só por alguns meses). E eu, de certa forma, me odeio por isso.



 Ouço um som agudo e irritante um pouco distante. Abro os meus olhos devagar e à medida que os abria, mais próximo de mim aquele som ficava. Até que eu acordo e consigo identificar de onde vem aquele som. É o despertador, que me avisa que eu devo me levantar.
 Pulo da cama e do mesmo jeito que estou, eu vou para a cozinha com a intenção de tomar o meu café da manhã.
-Finalmente! Pensei que fosse dormir o dia todo!
 Olho, ainda cansada, para a pessoa que acabou de falar isso. Era o Dake...
-O que você está fazendo aqui? – pergunto enquanto bocejo e coço o meu olho.
-O que é que VOCÊ está fazendo?! E por que você ainda não está vestida?
 Olho para baixo afim de olhar para mim. Eu estou vestindo um pijama.
-Mas eu estou vestida.
-Não apropriadamente.
-Hãn...? Não estou vestida apropriadamente para ficar em casa?
-Quem disse que você vai ficar em casa?
-Não vou? – pergunto um pouco confusa.
-Não. A gente vai surfar.
-Surfar...
-É! Você não viu a previsão do tempo ontem?! Vai ter ondas enormes hoje!
-Mas, tão cedo...
-É claro. Quanto mais cedo a gente chegar, mais a gente aproveita!
 Dake começa a me empurrar de volta para o meu quarto e fecha a porta assim que eu entro, ficando no lado de fora.
-Agora, se vista! – ele grita.
 Ainda com sono, pego o meu biquíni do armário e o visto dentro do banheiro e ponho a roupa emborrachada por cima. Assim que já estou vestida, volto para a cozinha.
-Ah! Finalmente! Vamos!
 Dake segura o meu braço e me arrasta para fora de casa. Eu só tenho tempo para pegar a minha prancha, que estava perto da porta.
-Mas eu nem tomei café! – reclamo enquanto sou arrastada pelo braço.
-Que bom. Assim não teremos que esperar 1 hora para poder entrar na água.
 Dakota e eu entramos numa escola de surf quando tínhamos 8 anos e de lá pra cá nunca deixamos de surfar.
 Corremos, cada um com a prancha embaixo do braço, pela areia, em direção ao mar e assim que chegamos, avançamos nele, indo cada vez mais fundo, até chegar a uma profundidade boa para surfar. Olhamos para trás e vimos que uma grande onda estava se formando logo atrás de nós.
-Pronta? – ele pergunta sorrindo.
 Dou um pequeno sorriso de volta.
-Claro.
-Então vamos.
 Nos posicionamos assim que a onda chega e começamos a surfar nela. Começo a sentir ansiedade, entusiasmo e até um pouco de adrenalina percorrer o meu corpo a cada segundo. Tudo muito bom.
 Assim que chegamos na areia, voltamos imediatamente para o mar. E foi assim a manhã toda.
-Estou exausta. Não aguento mais. – falo deixando a prancha fixa do meu lado e me jogando na areia.
-Já? – ele pergunta rindo.
 Ele fixa a sua prancha na areia e senta ao meu lado.
 Fecho os meus olhos por um instante. Como é bom ficar aqui. Não quero que isso mude nunca. Mas... Sempre há mudanças.
 Sinto areia sendo jogada aos poucos na minha cabeça, o que me faz abrir logo os olhos.
-Dakota! – grito olhando para ele.
 Dake começa a rir.
-Hey! Me chame de Dake. Foi você que inventou esse apelido para mim.
-É, mas agora todo mundo te chama assim. A intenção de inventar um apelido era para ser a única a te chamar assim.
-Você gosta de exclusividade, não é? – ele ri.
 Olho para ele e depois abaixo o olhar. Sei que tudo isso ainda vai mudar, que vamos seguir caminhos diferentes, mas gostaria que nada mudasse.
-Dakota... – sussurro.
-Hãn? Quê?
-O que você pretende fazer? No futuro, quero dizer.
-Como assim? Surfar, é claro.
-Para ganhar a vida?! – exclamo enquanto me levanto. –Dakota...
 Neste momento a minha barriga ronca alto. Eu sei que estou com fome porque não tomei café da manhã (não sei porque...) , mas não tinha ideia que era tanta.
 Dakota começa a rir alto. E quando termina, põe a mão sob o meu ombro.
-Certo, certo. Essa vai ser a última onda, aí podemos ir para a sua casa almoçar.
 Nos levantamos. Com a tentativa, sem muito sucesso, de tirar a grande camada de areia que se instalou no meu corpo nesses poucos segundos, passo a mão nas minhas pernas. Pego a minha prancha e o sigo em direção ao mar, novamente.
-Você vai almoçar lá em casa? – pergunto, apesar de já saber a resposta.
-É claro. Aonde mais eu iria?
-Já tentou ir na sua? Sabe, só para variar.
-Nah. Eu prefiro comer na sua casa, com você e o seu pai.
 Pegamos mais uma onda. E, como foi combinado, assim que terminamos fomos para a minha casa almoçar.



 Eu pedalo o mais rápido possível. Não me incomodo com o vento bagunçando o meu cabelo ou com a camisa estar começando a grudar no meu corpo ou o fato de estar começando a arfar. Apenas quero chegar o mais rápido possível no meu destino.
 Freio a bicicleta em frente à casa dele (apesar de vir aqui com uma certa frequência, sempre me surpreendo com o fato da casa dele ser grande) e de imediato toco a campainha. Quem atende a porta é a mãe dele.
-Bom dia, tia. – por conhecê-lo há muitos anos, já chamo a senhora Perkins de tia.
-Bom dia, Katyin. Você sempre muito energética, hein?
-HaHa. Hãn... O Dakota está?
-Ah! Ele não te contou? Aquele garoto...
-O quê? Aconteceu alguma coisa?
-Não! É só que... O Dakota viajou com o pai para a França ontem e só voltam daqui a 2 semanas. O pai dele tem alguns assuntos relacionados à empresa para resolver por lá e ele resolveu ir junto. Acho que finalmente ele resolveu tomar juízo e começou a se preocupar com a empresa.
-Sei... – murmuro. –Talvez. Bem... Obrigada mesmo assim. Tenha um bom dia.
 Me viro e vou em direção à bicicleta.
-Oh! Bom dia! – ela grita de longe.
 Pego a bicicleta, monto nela e começo a pedalar. Para onde eu vou? Bem, eu não sei. Só quero pedalar. Quanto mais distante, melhor.
 Paro assim que chego na praia. Acho que involuntariamente me trouxe pra cá. Encosto a bicicleta no poste e vou andando em direção à areia, até que paro e me sento nela. Fico olhando o mar. Sempre tão bonito e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão agitado.
 Não sei quanto tempo passei ali, mas resolvo me levantar. Pego a bicicleta e começo a pedalar de volta para casa. Enquanto faço isso, aproveito para organizar as ideias.
 A família do Dakota tem uma empresa... Que eu não sei exatamente o que faz, mas os pais dele sempre quiseram que futuramente ele assumisse a empresa, porém ele sempre recusou, então esse não pode ser o motivo dele querer ir para a França.
-Ele é o Dakota, afinal.
 Ele deve ter ido para dar em cima das francesas, isso sim.
 Assim que chego em casa, boto a bicicleta onde normalmente fica e vou correndo para o meu quarto, pego uma caixa de madeira que estava dentro do meu guarda-roupa, a levo para o meio do quarto, me sento no chão e a abro. A caixa está cheia de fotos. Pego duas em especial, ambas eu com o Dakota, mas uma delas é quando éramos crianças, a outra é mais atual, foi tirada quando a gente tinha acabado de surfar, então estávamos molhados e com roupa de banho.
 Tudo mudou desde aquela época. Agora ele está bronzeado da cabeça aos pés (o que é estranho, é que eu não estou, apesar de ficar tanto tempo no sol quanto ele...), além das tatuagens que ele fez...
-Quando foi que você começou a esconder as coisas de mim? – pergunto com uma voz melancólica.
 Eu quero saber como eu me apaixonei por um cara assim...
 Guardo as fotos novamente na caixa e a ponho no mesmo lugar que estava antes. Ponho a roupa que uso para surfar, pego a minha prancha e vou direto pro mar. Tudo o que eu quero agora é surfar. Surfar e esquecer todos os meus problemas.



-É sério. As ondas de lá são totalmente sem graça. Tão pequenas... Quase não dava para surfar.
-Sei... –respondo totalmente desinteressada no assunto.
-Mas tudo foi compensado quando eu encontrei aquela garota na praia... Ela é realmente linda. Nós nos beijamos no mar.
 Faz 1 semana que o Dakota chegou de viagem e durante todo esse tempo ele só vive falando dessa garota.
Isso já...
-Dakota, mesmo se eu quisesse ficar aqui e ouvir tudo isso, - e eu não quero. –eu tenho muita coisa pra fazer. Então, eu já vou indo.
 Me levanto da cadeira e ele também.
-Tá, eu vou com você.
-Não! – respondo rápido. –Eu vou sozinha.
 Saio do café que estávamos e eu vou andando para casa. Assim que chego, vou logo tomar um banho de cabeça para poder me acalmar.
-O Dakota é um idiota. Um grande idiota. – falo para mim mesma.
 Quando termino o banho, vou para o meu quarto e pego o meu caderno de desenho. O abro numa folha em branco (que está cada vez mais difícil de encontrar) e começo a desenhar a primeira imagem que vem em minha mente.
-Filha...?
 Viro o meu rosto. Meu pai entra no meu quarto trazendo um prato com biscoitos recheados que ele comprou, já que são os meus favoritos, e na outra um copo de suco de laranja e os pões em cima da escrivaninha. Ele se aproxima e senta ao meu lado.
-Você desenha muito bem. Acho que você puxou isso da sua mãe.
 Olho para ele, mas não digo nada.
-Está tudo bem? – ele pergunta.
-Estou. Eu só... preciso pensar em algumas coisas.
-Lembre-se que você ainda tem que pensar sobre mais uma coisa.
 Ele me entrega um papel e logo sai do meu quarto. Olho para o papel. O papel, que se eu aceitar, pode mudar toda a minha vida.



-Hey! Você me viu agora? – pergunto indo em direção à areia.
 Estou molhada por conta da água do mar e seguro a prancha embaixo do braço.
 Assim que chego perto, vejo o Dakota dando em cima de uma garota. Ele nem me viu.
...me irritando.



-Atenção passageiros do vôo 3390, preparem-se para a decolagem.
 Olho através da janela do avião assim que ele começa a ganhar velocidade. Tudo indo muito rápido... Isso é muito emocionante.
-Animada? – pergunta o meu o pai, que está ao meu lado.
-Bastante. –respondo sorrindo.
 Ir para Los Angeles, a cidade que nasci, para traçar o meu futuro... Nunca pensei que poderia ser assim. Mas, apesar de tudo, estou animada para ver no que isso vai dar.



-Como é que você faz uma viagem e nem me avisa?! – ele grita.
-Do mesmo jeito que você viaja e eu fico sabendo através da sua mãe! E isso porque eu fui para a sua casa! – grito com ele também.
-Uma coisa não tem nada a ver com a outra!
-Como não?! Só você pode viajar?! Eu tenho que ficar aqui e só sirvo para surfar com você?! Você é um idiota!
 Saio de lá sem olhar para trás. Só quero ir o mais distante possível. E nunca mais ter que olhar para a cara dele.
 Eu tinha chegado no café que eu e o Dakota normalmente vamos, quando percebo onde estou. Entro e me sento numa das mesas. Nem sei o porquê de ter entrado, já que a única coisa quer eu quero agora é ficar sozinha. Abaixo a cabeça e a apoio na mesa.
-Uma garota como você não deveria chorar. – ouço uma voz masculina que não reconheço.
-Não estou chorando. Nem estou com vontade.
 Por curiosidade, levanto a cabeça para ver quem estava falando. Não é alguém que eu conheço.
-É verdade... Você não está chorando. Nem está com cara de quem vai chorar. – ele fala sorrindo. –Na verdade, você está com cara de quem está com vontade de bater em alguém.
-Talvez.
-Ah! Eu sou Duncan Raglan. E eu vim anotar o seu pedido.
-Pedido...?
 Só então que eu percebo que ele estava usando o uniforme de trabalho do café.
 Então ele é o garçom...



-Hahahaha. Mentira que você fez isso.
-É sério. Eu juro. – ele fala rindo.
 Depois de 15 minutos de nos conhecermos, Duncan acabou o seu horário de trabalho, então a gente saiu andando pela cidade conversando. Ele é legal e engraçado.
-Então, o que você gosta de fazer? – e pergunta olhando para mim.
-Surfar. E... desenhar.
-Você surfa? – ele parece admirado.
-Uhum.
-Nossa... Eu surfava, mas por conta da faculdade, tive que parar. Acho que não sei mais como fazer isso.
-Surfar é como andar de bicicleta. Uma vez que se aprende, nunca mais se esquece.
-Verdade...
-Eu só acho que você deveria voltar a surfar.
-Só com uma condição.
-Qual?
-Você surfar comigo.
 Sorrio com o que ele diz.
-Ok.


-Você não pode surfar com ele! – Dakota começa a gritar.
-É? E por que não?!
-Porque você só pode surfar comigo!
-Eu não sou sua propriedade!
-Mas você é como uma irmã mais nova para mim!
-Acontece que eu não sou sua irmã! Não sou e nunca vou ser! Nem te considero como um!
-Você não pode sair com ele!
-Ah, é? Não diga! E por que não?
-Porque eu sei o que caras como ele querem. Ele parece ser uma pessoa legal, mas no final nem o seu nome lembra.
-Isso porque você faz muito disso, não é?
 Eu não deveria ter dito isso...
 Me viro e ando em direção ao mar, mas ele segura o meu braço.
-Me solta. – falo seriamente.
-Não. Eu quero saber porque você está tão estranha ultimamente.
-Por que você não pergunta para as garotas que você vive dando em cima? Quem sabe elas podem te dar uma resposta convincente.
-O quê? Você está com ciúmes delas agora?
-Me solta! – tento puxar o meu braço de volta para mim.
-Me responda! Por que você está assim agora?
-Porque eu gosto de você! – grito.
 Ele solta o meu braço e assim que ele faz isso, saio correndo.
 Não acredito que falei isso. Não sei o que deu em mim. Quero ir embora. Ir embora e nunca mais voltar.
 Chego em casa correndo e entro no meu quarto. Fecho a porta com força, me encosto nela e escorrego. Apoio a cabeça nas minhas pernas.
 O que foi que eu fiz...?
 Neste momento alguém bater na minha porta.
-Katyin. Preciso falar com você.
 Era o meu pai.
 Me levanto e abro a porta. Ele faz um sinal para que eu o siga, e é o que eu faço. Vamos para a cozinha e cada um senta num lado da mesa. Meu pai está segurando uma carata que ainda não foi aberta.
-Chegou para você agora a pouco.
 Ele me entrega a carta, que trato de abrir logo. Começo a ler o que tem escrito, até que paro...
-E aí? O que tem? – meu pai pergunta.
-Eu... passei.
-Então... O que você vai fazer?



 Fiquei vendo os meus móveis entrando no caminhão de mudança. A partir de agora a minha vida vai mudar por completo num lugar totalmente diferente. Não tenho ideia do que vai acontecer.
 Vou andando para a praia. Quero deixar os meus pensamentos longe. Estou indo embora. E desde aquele dia eu não vi ou falei com o Da... Dake.
 Sento na areia e começo a observar o mar. Não queria ir embora com raiva dele...
-Eu sabia que você estaria aqui.
 Olho para cima. É ele. E estava arfando, parecia tá cansado. Ele... correu até aqui... para me ver.
 Me levanto rapidamente. Ele apoia o seu braço no meu ombro e tenta recuperar o fôlego.
-Você... vai realmente... ir embora? – ele pergunta ainda sem fôlego.
-Vou. Eu consegui passar numa universidade lá em Los Angeles. Vou estudar animação gráfica.
-Bom... Bom... Eu... queria me desculpar por... tudo o que aconteceu nesses últimos dias.
-Eu também queria me desculpar por tudo isso e... pelo o que disse da última vez. Eu não deveria ter dito.
-Por que você está se desculpando?
-Porque o que eu disse foi... Eu não deveria ter dito.
-Mas o que você disse foi tudo verdade. E... eu fiquei pensando no que você falou e... eu descobri uma coisa. Sabe o porquê de eu querer surfar só com você e não querer que você surfe com mais ninguém?
 Paro para pensar um pouco sobre isso, mas não achei nenhuma resposta.
-Na verdade, não.
 De repente, inesperadamente, ele me beija.
-Porque eu também gosto de você.
 Eu... não acredito. Droga... Algumas lágrimas caem sobre o meu rosto.
-Você é tão injusto... Eu vou embora hoje. – murmuro.
-É...



10 anos depois...

 Vou para seção de desembarque e pego a minha mala. Dispenso o táxi. Prefiro caminha na minha cidade e ver o que mudou.
 Ponho as malas no local que irei ficar. Começo a andar pela cidade, realmente, tudo mudou. Finalmente, a minha última parada é na praia. Sento na areia e fico admirando o mar.
-Realmente, tudo fica estranho sem você...
 Apesar de todos esses anos, eu ainda gosto dele. O tempo que passei ao lado do Dake não sai da minha cabeça. E o beijo que ele me deu no dia que fui embora... Isso são coisas que não vão desaparecer nunca.
-Sabia que iria te encontrar aqui.
 Olho para cima pra ver quem tinha falado isso.
 Não pode ser... É ele!
 Me levanto rapidamente.
-Como é que...? – não consegui completar a frase. Não tinha palavras para continuar a falar.
-Desde pequena você gostava de admirar o mar. Então, eu soube que aonde quer que você estivesse, sempre estaria o admirando.
 Por conta da mistura de emoções e nostalgia que estava sentindo, não consegui conter as lágrimas.
-Dake... – murmuro.
-Há. Agora que todos estão me chamando de Dakota, você me chama de Dake. Você gosta de mesmo de exclusividade, hein?
-Mas é claro. Eu criei esse apelido só para eu te chamar assim... – eu quero parar de chorar, mas não consigo. É tão bom vê-lo.
-Por favor. Pare de chorar. A única vez que eu te vi chorando foi quando você foi embora, e eu não quero que isso aconteça tão cedo.
 Enxugo as lágrimas com a parte de trás da mão.
 Sentamos na areia, de frente para o mar.
-Então, - começa ele. –você ainda surfa lá onde você mora?
-Sim. Sempre que posso. – respondo sorrindo.
-E... você surfou com alguém?
 Olho para ele com surpresa, mas ele nem desvia o olhar para frente.
 Ele parecia um pouco tenso ao fazer essa pergunta.
-Não. – respondo sorrindo.
 Ele olha para mim.
-E eu espero que você também não tenha surfado com outra pessoa.
-Eu só surfo com você.
 Ficamos quietos por um instante. Não por não ter algo para falar, mas por não saber por onde começar.
-Então... Animação gráfica... – ele quebra o silêncio.
-Pois é...
-Sabe, você sempre foi boa em desenhar...
-é. É muito legal e emocionante. Eu estou feliz de ter escolhido esse curso.
 Ele dá um leve sorriso.
-Sabia que... – ele parece um pouco tímido ao falar. –eu assumi a empresa da família. Estou trabalhando lá, agora.
-Não, não sabia. – minto.
 Eu vi uma revista que falou sobre isso e algumas reportagens na TV. Foi uma grande notícia na mídia. Eu estou muito orgulhosa dele.
-Mentira. – ele fala. –Foi uma grande notícia. E mesmo você não querendo, você iria saber.
 Abaixo a cabeça e rio baixo.
-Posso pedir uma coisa? – pergunta ele.
-O quê?
-Lembra do que aconteceu no dia em que você foi embora?
 Ele... está falando naquela hora que ele me beijou...? Por que ele está falando sobre isso?
-O que tem?
-Nós podemos continuar de onde paramos?
 Ele se aproxima e me beija.
-Eu ainda gosto de você. – falo timidamente.
-Eu também.
 Nós nos beijamos novamente.

FIM.


----------------------------------

2 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 12:51 am

Mao


Lvl 2
Lvl 2
Ooohw que fofo  acho que se o Duncan nunca tivesse aparecido ia continuar doendo esse "irma" kkkkkk da dó quando isso acontece Irma kkkkkk
A eu amei a One parabens pela criatividade  ia dar um lindo k-drama ...  que isso em ^^ o dake e lindo ><' tava lendo aki e imaginando aa eu amei ^^'

Nos nos beijamos novamente e Fim depois de 10 anos longe sabe de nada inocente, tão la nos pega isso sim esse mulherengo do dakota kkkkkkk brincadeira.

3 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 1:01 am

Mao


Lvl 2
Lvl 2
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:

kkkkkkkkkkk esqueci de falar    ate coloquei a imagem kkkkkk' sabe ae embaixo tem um wallpaper do manga que eu li muiito Lindo se vc quiser dar uma olhada o nome e Hana to akuma.
Achei que vc ia gostar pelo fato q tem uma parte do    "ele e meu irmao " machucando o orgulho dele. não sei se vc ja leo ou se não mesmo assim kkkkkkkk' Boa noiite e obrigada pela historia ^^

4 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 1:29 pm

Marta123455


Staff
Staff
Adorei a one-shot *=* :rrovu:
Tive pena da menina por causa do famoso estatuto de irmã
Pela primeira vez fizeste me gostar do Dake XDD
Também jogo Amor Doce, então vais ver lá o meu comentário também

PS: Eu esqueci de pôr play na música quando estava a ler :yociexp51: Tenho de reler com a música yociexp77


----------------------------------

"Liar... You said you'd believe me!...
I can't trust any adults. So I'll find him myself."
- Ken Amada

5 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 8:37 pm

Kime


Lvl 1
Lvl 1
Olá e obrigada por lerem e comentado.
Fico feliz por terem gostado
yociexp77

Mao
Sim. Provavelmente se Duncan não tivesse aparecido, talvez nunca tivesse saído dessa situação. Para falar a verdade, queria explorar um pouco mais a situação de Katyin e Duncan, mas eu estava tão ansiosa para escrever que não consegui (estava muito ansiosa).
A ideia de fazer e como seria veio do nada (isso é sério), ela veio quando tava conversando com uma amiga sobre esse personagem. Mas se fosse virar um K-drama, seria um bem mais curto.
Nunca saberemos o que rolou durante esses 10 anos, mas gosto de pensar que ele ficou esperando por ela ou quase.... Queria mostra ele mais mulherendo porque ele é bastante e que os sentimentos dele duraram mais tempo que todos os relacionamentos que ele já teve.
Eu não tinha visto e nem sabia de que anime era. Vou lá ver agorinha. Desculpe, estou falando d+, mas já está acabando. Sério. Eu ia botar outra imagem para ser a imagem principal, uma onde tinha 2 crianças no mar que parecem com a Katyin e o Dakota, mas preferi esse. Acabou...


Marta123455
Obrigada ^^
Sim. O complexo de irmã mais nova é perturbador...
Eu tenho esse dom de fazer as pessoas repensarem um pouco
Brincadeira. Eu só queria fazer um personagem que quase todo mundo detesta acabar gostando. Queria que repensassem um pouco sobre ele e,se possível, gostassem um pouco mais dele.
Acabei de ver e agradeço muito, mas, infelizmente, não poderei responder lá agora porque tô com preguiça...
HuAhUaHuA


Bem... É isso. Fico feliz por terem gostado e comentado ^^


----------------------------------

6 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 9:25 pm

Marta123455


Staff
Staff
De nada

Qual é o teu rapaz preferido? O Dake?


----------------------------------

"Liar... You said you'd believe me!...
I can't trust any adults. So I'll find him myself."
- Ken Amada

7 Re: [One-short]Say Something em Seg Dez 01, 2014 9:29 pm

Kime


Lvl 1
Lvl 1
Na verdade, não tenho nenhum em especial, mas gosto um pouco do Armin, do Ken e o Dake também chama a minha atenção porque, apesar de tudo, ele é bem diferente dos outros e chama a minha atenção isso (retetindo a mesma coisa...). Apesar de tudo.


----------------------------------

8 Re: [One-short]Say Something em Ter Dez 02, 2014 1:01 am

Mao


Lvl 2
Lvl 2
ha haa ha eu que agradeço, tbm adoro misterios ficarei imaginando aqui como foram esses 10 anos para o dake^^' e obrigada por responder.


----------------------------------

9 Re: [One-short]Say Something em Ter Dez 02, 2014 7:49 am

Marta123455


Staff
Staff
O meu preferido é o Ken *=*
Mas também gosto muito do Lysandre (2º favorito) e do Armin (Este aqui é bem parecido comigo xD jogos+pc+net+casa=felicidade xD)


----------------------------------

"Liar... You said you'd believe me!...
I can't trust any adults. So I'll find him myself."
- Ken Amada

10 Re: [One-short]Say Something em Qua Dez 03, 2014 1:10 pm

Convidado


Convidado
Que fofo muito bom parabens <3 :ahi:

11 Re: [One-short]Say Something Hoje à(s) 1:40 pm

Conteúdo patrocinado


Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo  Mensagem [Página 1 de 1]

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum